Nikki-chan
Contos em forma de memórias ou memórias em forma de contos?

Hamlet

Obs: Contém spoilers!

Foto: Divulgação

Eu passei a semana inteira ansiosa para que sábado chegasse. E ele chegou e já se foi. É sempre assim, o tempo passa rápido demais quando estamos nos divertindo.

Confesso que achei a peça Hamlet longa demais – principalmente por que o teatro era pequeno e pouco confortável – mas ainda assim tenho a sensação de que a semana passou rápido. (Será que é por que minhas aulas começam na terça? Ai, eu queria mais férias).

Da peça em si, eu sabia apenas que era de Shakespeare. Pesquisei o enredo pouco tempo antes de sair de casa.

Hamlet é consumido pelo ódio e pela vingança contra seu tio por um suposto assassinato a seu pai, rei da Dinamarca. O seu tio, então, casou-se com sua mãe rapidamente, aumentando ainda mais a raiva do príncipe.

Eu digo suposto, por que o modo como Hamlet descobre a traição é duvidosa. Por meio do fantasma de seu pai. O jovem príncipe, então, encena uma loucura por estratégia para eliminar seus inimigos. Mas...Até que ponto a loucura continuava a ser encenação? Ou chegou a ser encenação?

Será que o tio foi tão perverso assim?

Considerando que Hamlet realmente recebeu a visita de seu pai, este mesmo comentou que estava pagando seus pecados no inferno durante o dia e vagando pelo mundo dos vivos durante a noite. Que pecados seriam estes? Será que não influenciaram as atitudes do tio?

Bem, estas foram as minhas considerações. Podem (devem) estar totalmente erradas, diga-se de passagem.

A linguagem do teatro me confundiu um pouco. Acostumada com as coisas “certas” no cinema – por exemplo, o ator não vira contra-regra no meio do filme rs – eu tive uma certa dificuldade no começo, eu admito. Isso porque não tenho o hábito, infelizmente, de freqüentar as peças. Por que teatro é tão caro? Esse é assunto para outra hora.

Também foi difícil entender algumas coisas porque tinha umas cabeças muito grande na minha frente...Já falei das condições do teatro? Falo de novo! Pequeno, cadeiras desconfortáveis e fileiras extremamente coladas uma na outra. Eu, que sou pequena e geralmente me encaixo até nos lugares mais apertados dentro de um ônibus, não conseguia ficar sem bater nas cadeiras da frente. Não sei como não fui xingada!

Hamlet, sem dúvida é uma excelente história. Por si só, daria para refletir sobre muitas coisas da essência humana, mas – não sei se é assim na obra original também ou se o diretor colocou por conta, tenho que pesquisar – mas uma das coisas que eu mais gostei foi a encenação de um teatro dentro da própria historia. Seria isso metalinguagem?

No decorrer dos ensaios e desse teatro, Wagner Moura/ Hamlet vai discutindo sobre o próprio teatro.

Uma coisa me intrigou. Diante dessa discussão sobre teatro - como é, como os atores não devem ser (o que foi uma certa ironia), chegando a discutir a própria posição da platéia – havia um telão para mostrar ângulos que o teatro em si não permite. Essa mistura com cinema, não é um pouco contraditório?

De qualquer modo, acho que a peça ganhou com o telão, proporcionando mais emoções para o publico.

Outra coisa que eu gostei também foi o fato das roupas, algumas falas e até mesmo um disco perdido dos The Beatles, não nos permitirem deduzir a época. Talvez porque o discurso de Hamlet, de como a humanidade está em decadência, de como é raro encontrar pessoas honestas, seja totalmente atual.

Eu gostei. Gostei bastante!
Saí cansada, mas muito mais por causa das condições do teatro da FAAP do que a peça ser cansativa em si, com duração de mais ou menos três horas e meia.

E, tenho que confessar: minha ansiedade era mais em ver o Wagner Moura do que a historia em si! Rsrs Mas no fim, confesso, que a beleza do rapaz ficou em segundo plano!

Ah vai! Aquele cabelo pretinho, na pele branquinha e com aquele sotaque fofo é um atrativo a mais ^.~!
6 comentários:

Hamlet é muito legal! *_*
E o ator em questão é melhor ainda >D rs


Não tive a oportunidade de assistir esta montagem, com Wagner Moura (deve realmente ser ótima, mas já assistir Hamlet e li a peça, Shakespeare tem a capacidade de ficcionar (essa palavra existe?? rsrs) a realidade e ao mesmo tempo tornar-la atual e costumeira. São enredos que podem carregar metáforas e analogias sobre nossa realidade e ao mesmo tempo possibilita aos atores uma liberdade de interação público -artista.
Questionar os fatos cênicos e tentar recriar o desenrolar da trama a partir do que foi apreendido durante o espetáculo, demonstra que este cumpriu seu papel e que apensar do seu pouco contato com esta arte, você reagiu como se esperar, ou seja, participando e absorvendo.


Só mais um coisinha obrigado pelo incentivo.
Beijão!


Que chique enh!!!! Hamlet?

Adorei seu template novo.


Pois estou "ROSA"... kkkkk


amo Hamlet, é meu Shakespeare favorito. Que legal que você foi ver. beijocas